Mutações Genéticas são Principal Causa do Câncer de Mama em jovens

O câncer de mama em mulheres jovens – de 20 a 34 anos – corresponde a 4,5% dos casos; entretanto, o grupo é o que possui diagnóstico mais tardio, o que o torna mais propenso à mortalidade. Com base nesses dados, foi realizada pesquisa no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp).

O câncer de mama hereditário é o resultado de mutações, na maioria dos casos, nos genes BRCA1 e BRCA2, que codificam proteínas importantes que participam do reparo do DNA. A perda das proteínas acarreta fragilidade desse DNA, que fica mais propenso a sofrer lesões, acumulando mutações e gerando uma célula alterada que pode resultar no câncer. Essa alteração é passada da genitora para a filha. A pesquisa trabalhou com a análise do dado de que aproximadamente 17% das mulheres jovens herdam essas mutações das mães, o que aumenta a probabilidade de desenvolvimento do câncer em uma idade precoce. As mutações somáticas, que ocorrem na célula da mama ao longo do tempo por conta da morte das células a cada ciclo menstrual, seguidas de inúmeros ciclos de proliferação, fazem com que sejam mais comuns em mulheres mais maduras. Apesar disso, é a forma de câncer que mais afeta as mulheres jovens.

Os motivos do desenvolvimento do câncer ainda são uma incógnita. Não há respostas sobre se o tumor pode ser atribuído ao acaso, relacionado às alterações naturais ou se existe outro fator que possa explicar isso. Por conta da ausência da prática do autoexame e mamografia, as jovens que desenvolvem câncer de mama descobrem a doença em um estágio avançado. Fazer exames para diagnóstico precoce é uma boa opção. A investigação da atuação de outros tipos de câncer em jovens adultos dita a continuidade da pesquisa, com a pretensão de analisar os motivos do diagnóstico ao apresentar um estágio avançado da doença. Fonte: Jornal da USP.